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O que é DPO e por que sua agência de tráfego já precisa de um

Sua agência trata dados de milhares de pessoas por mês e, provavelmente, ninguém responde por isso. Entenda o cargo que falta no seu organograma.

Foto de Jhonatan RibeiroJhonatan RibeiroFundador da Dattis4 min de leitura
LGPD
Neste artigo
  1. O que é DPO, em uma frase
  2. O que o DPO faz no dia a dia
  3. A dor que ninguém vê: sua agência trata mais dados que muito e-commerce
  4. O que é DPO para a lei: a agência é obrigada a ter?
  5. Quando o cliente pergunta quem é o seu DPO?
  6. Os sinais de que falta um DPO na sua agência
  7. Quanto custa ter um DPO
  8. Como saber se sua agência está exposta hoje

Se você nunca parou para pensar o que é DPO, você não está sozinho. Quase nenhuma agência de tráfego tem um. O curioso é que quase toda agência de tráfego trata dado pessoal em volume de empresa grande: listas de clientes, leads, conversas de WhatsApp, eventos de conversão. E ninguém, no organograma, responde por isso.

Este artigo explica o cargo sem juridiquês. E mostra por que a falta dele é um risco que a sua agência carrega hoje, mesmo sem perceber.

O que é DPO, em uma frase

DPO vem do inglês Data Protection Officer. Na LGPD, o nome oficial é encarregado pelo tratamento de dados pessoais (art. 5º, VIII, e art. 41).

Em uma frase: o DPO é quem responde pela privacidade da empresa. Ele é o canal entre a empresa, as pessoas donas dos dados e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

O que o DPO faz no dia a dia

Esqueça a imagem de um advogado trancado numa sala. O trabalho do DPO é operacional:

  • Recebe pedidos e reclamações de quem teve o dado usado, como o lead que pergunta de onde veio o anúncio.
  • Atende a ANPD quando ela pede informações ou abre um processo.
  • Orienta a equipe sobre o que pode e o que não pode ser feito com os dados.
  • Mantém a documentação em dia: registro de tratamento, contratos com clientes, lista de ferramentas.
  • Coordena a resposta quando algo dá errado, como uma BM invadida ou uma planilha vazada.

A dor que ninguém vê: sua agência trata mais dados que muito e-commerce

Faça uma conta rápida. Uma agência com 20 clientes sobe, em média, algumas listas de clientes por mês para criar públicos. Recebe leads de formulário. Configura a API de Conversões, que envia e-mail e telefone de quem comprou.

Somando tudo, uma carteira média passa fácil de cem mil pessoas. São cem mil titulares de dados que nunca ouviram falar da sua agência, mas cujos dados passaram pelas mãos dela.

Agora a pergunta incômoda: se uma dessas pessoas pedir para ver o que você tem sobre ela, quem responde? Se a planilha de um cliente vazar pelo e-mail de um estagiário, quem decide o que fazer nas primeiras horas? Na maioria das agências, a resposta é "ninguém".

O que é DPO para a lei: a agência é obrigada a ter?

Aqui vale ser honesto, porque muita gente vende medo. A LGPD obriga o controlador a indicar um encarregado (art. 41). A agência é controladora dos próprios dados: equipe, leads da própria agência, base de prospecção. E é operadora dos dados dos clientes.

Para o operador, a ANPD trata a indicação de encarregado como boa prática. Para agentes de pequeno porte, existe dispensa. Mas a dispensa tem uma exceção importante: ela não vale quando o tratamento é de alto risco.

E o que é alto risco? Entre os critérios da ANPD estão tratamento em larga escala e uso de dados para criar perfis de comportamento. Segmentação de anúncio é, literalmente, perfil de comportamento. Ou seja: a agência que se acha pequena demais para isso pode não estar dispensada.

Quando o cliente pergunta "quem é o seu DPO?"

A obrigação legal é só metade da história. A outra metade é comercial.

Empresas médias e grandes já mandam questionários de fornecedor com perguntas como: "Quem é o encarregado de dados da agência?" ou "Vocês têm contrato de operador?". Quando a resposta é silêncio, a conta vai para a agência que respondeu.

Também acontece o contrário. O cliente pequeno sofre uma reclamação no Procon ou recebe uma notificação. A primeira coisa que o advogado dele faz é olhar para quem mexia nos dados. E quem mexia era você.

Os sinais de que falta um DPO na sua agência

  • Ninguém sabe dizer quantas listas de clientes foram usadas no último mês.
  • Os contratos com clientes não falam nada sobre dados.
  • Ex-funcionários ainda aparecem na BM de algum cliente.
  • O site da agência não mostra o contato de um encarregado.
  • Quando um lead reclama, cada pessoa responde de um jeito.

Se dois ou mais itens descrevem a sua agência, o problema não é falta de boa vontade. É falta de alguém com a função de cuidar disso.

Quanto custa ter um DPO

Existem três caminhos:

  1. Contratar alguém interno. É um salário de especialista, e raramente essa pessoa entende de pixel, público personalizado e BM.
  2. Contratar um escritório. Costuma ser cobrado por hora e entrega documento, não operação.
  3. DPO como serviço especializado em agência. Alguém de fora assume o papel e opera a rotina de cada cliente.

A Dattis nasceu exatamente para o terceiro caminho. No plano Growth, a Dattis é o DPO da sua agência e cuida da LGPD de cada cliente por R$ 97 por cliente ao mês. Os detalhes estão em planos.

Como saber se sua agência está exposta hoje

Antes de decidir qualquer coisa, descubra onde você está. A Auditoria da sua agência leva poucos minutos e mostra os pontos mais expostos.

Se quiser o quadro completo do que a lei pede, leia o guia de LGPD para agências de tráfego pago. Entender o que é DPO é o primeiro passo. Ter alguém fazendo esse papel é o que realmente protege a agência.

Perguntas frequentes

O que é DPO na LGPD?

É o encarregado pelo tratamento de dados pessoais: a pessoa ou empresa que faz a ponte entre a organização, os titulares dos dados e a ANPD (art. 41 da LGPD).

O DPO precisa ser funcionário da agência?

Não. A ANPD admite encarregado interno ou externo, pessoa física ou jurídica. Muitas empresas contratam o DPO como serviço.

Agência pequena precisa de DPO?

Agentes de pequeno porte podem ser dispensados de indicar encarregado, mas precisam manter um canal de atendimento. A dispensa não vale para tratamento de alto risco, como perfilamento em larga escala para anúncios.

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Foto de Jhonatan Ribeiro

Escrito por

Jhonatan Ribeiro

Ajuda agências de tráfego pago a operar em conformidade com a LGPD e a transformar privacidade em argumento de venda.

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